Os trabalhadores querem 10, o reitor é Zero!

Diante da proposta de reajuste ZERO, a categoria vai paralisar dia 21 e discutir a deflagração de greve no dia 22 de maio

Enquanto as pessoas no Brasil todo, se mobilizam em defesa da educação, as reitorias das universidades estaduais paulistas propõem 0% de reajuste salarial para os docentes e funcionários. Fazem isto, logo após comprarem a Fazenda Argentina (R$157 milhões), e mobilizarem recursos jurídicos e políticos contra o congelamento dos super-salários, que estão acima do teto salarial constitucional, calculado com base no salário do governador. Ainda por cima, se negam a reclamar o repasse do ICMS arrecadado de forma alternativa, que soma R$ 530 milhões só no ano passado.

O argumento das reitorias, de que existe uma crise financeira, é uma provocação à inteligência dos trabalhadores. A definição do tal “comprometimento com folha de pagamento” é feita de forma controversa, considerando apenas os repasses do ICMS e da Lei Kandir. Desconsidera outras fontes de recursos e nem detalha as diferentes despesas classificadas como “folha de pagamento”.

Depois de atrasar a equiparação dos pisos salariais com a USP e a implantação da jornada de 30h, o ZERO deixa claro que não existe boa vontade ou respeito aos funcionários por parte da reitoria Tadeu. Agilidade mesmo, a reitoria só demonstrou para comprar a fazenda argentina e proteger as vergonhosas super-remunerações da alta cúpula da Universidade. Ficou claro que movimento sindical inteligente não pode cair na conversa de reitor bonzinho. Todos à paralisação do dia 21! Vamos à Luta!

Nossa luta não é só por 10%:
– Isonomia Já, nos pisos salariais da Unicamp e Unesp para com a USP;
– Isonomia de benefícios, incluindo Vale-Refeição, que não é pago na Unicamp;
– Imediata implantação da jornada de 30h na área de saúde;
– Imediata redução da tarifa dos fretados e melhoria do serviço;

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