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Campanha salarial 2014

Já passou da hora da reitoria se tocar que isonomia, 30h e gratuidade dos fretados são para ontem!

A campanha salarial 2014 precisará tirar a reitoria da situação de conforto/paciência em que se encontra. E terá de ser construída ao mesmo tempo da eleição sindical. A data da eleição do STU é algo lamentável, pois o mês de abril deveria ser dedicado às reuniões de unidade, que animam os trabalhadores para os enfrentamentos da data-base. Infelizmente, os grupos que atuam no movimento sindical da Unicamp (e, agora na eleição, se apresentam em chapas diferentes), se unificaram durante o XII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp para impôr que a eleição fosse realizada no mês da campanha salarial. Não por coincidência, todos esses grupos também estão juntos no discurso de que “esta reitoria é diferente” e que “não adianta fazer pressão”.

reunião 13/02/2014, praça da paz

reunião da chapa 4, dia 13/02/2014, discute a conjuntura política da universidade

Neste cenário, a categoria deverá estar muito preparada contra qualquer enrolação da reitoria, que já deixou claro que não apresentará cronograma formal para suas promessas. A jornada de 30h, a equiparação dos pisos salariais com a USP, a tarifa zero nos fretados, os critérios de progressão na carreira e tantos assuntos ficam esperando a paciência do reitor. Enquanto isso, mantém-se a política dos super-salários, as contratações sem concurso da Procuradoria Geral e o investimento milhonário da Fazenda Argentina…

Dia 1º de maio, precisaremos ter disposição de sair às ruas para pressionar esta reitoria que se aproveita das ilusões de muitos grupos organizados do movimento sindical. Seguiremos um calendário de intensas mobilizações neste ano, pois nossos direitos não podem esperar a conveniência política da reitoria. Vamos à Luta!

Cadê a jornada de 30h na área de saúde?

Desde o pomposo anúncio da intenção de implementar a jornada de 30h na área de saúde, (em reunião ampliada no Ginásio da Unicamp), já se passaram mais de 3 meses e nenhuma linha de posicionamento oficial foi apresentado pela reitoria sobre a mudança. O Grupo de Trabalho criado pela reitoria até agora não disse a que veio. Ninguém sabe se já se reuniu. E muito menos o que se discutiu. Por que o segredo? Por que não debater com os maiores interessados? Por que não agir de forma transparente?

Os trabalhadores da área de saúde, diante deste silêncio, vivem angústias e boatos. Não se definiu as categorias que serão atingidas pela proposta. Não se apresentou as perspectivas de adequação do quadro funcional. Não se apresentou prazos. Enfim… Nas questões em que não se pode fazer de desentendida, como isonomia ou 30h, a reitoria Tadeu cede benefícios a conta-gotas, na tentativa de garantir o máximo de estabilidade política e silêncio do movimento sindical.

Os trabalhadores da Unicamp não podem se deixar enganar. As promessas de “diálogo” não significam que as demandas dos trabalhadores são priorizadas por esta reitoria, que nem nova é. Diálogo sem resultados é apenas enrolação. O projeto tucano/petista de universidade privatizada segue agora com nova roupagem. Como ficou
claro na relação desta reitoria com a terceirização, Tadeu e Álvaro viraram, mais uma vez, as costas aos problemas denunciados pelas trabalhadoras da CENTRO e da FUNCAMP.

Chega de enrolação e falta de transparência! O único caminho das conquistas é a luta. Vamos à Luta!