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Na FUNCAMP, a habituidade dos benefícios é pra já!

A campanha salarial dos trabalhadores da Funcamp no segundo semestre do ano passado mostrou mais uma vez que só a luta coletiva é capaz de trazer vitórias efetivas. Os primeiros passos rumo à isonomia entre todos os trabalhadores da universidade foram dados com a conquista do vale-alimentação e vale-refeição após um processo de mobilização com plenárias, atos, abaixo-assinado etc. Em seguida, o marmitaço realizado em frente à reitoria garantiu o direito dos trabalhadores continuarem usando o bandejão.

Porém, muito ainda falta para ser conquistado pelos trabalhadores da Funcamp. A isonomia dos salários (além de equiparar com os salários pagos pela Unicamp, ainda é preciso garantir que os diferentes contratos da Funcamp remunerem de forma igual os trabalhadores que exercem a mesma função) e a equiparação do vale-alimentação em R$ 720, são pontos fundamentais que não podemos perder de vista. Há também a luta pela estabilidade no emprego, como forma de minimizar o assédio moral das chefias; pelo pagamento de todos os direitos, como a insalubridade e periculosidade; por melhorias nas condições de trabalho entre tantas outras. Os trabalhadores contratados pela Funcamp devem, enfim, ter os mesmos direitos que os concursados, uma vez que exercem as mesmas funções.

Uma questão urgente em relação à Funcamp é o pagamento habitual do vale-refeição. Hoje, somente é pago aos trabalhadores os dias efetivamente trabalhados. Feriados, férias ou afastamentos (inclusive por motivos de doença) são descontados no pagamento do vale. Segundo dados apresentados pelos gestores dos maiores convênios da Funcamp, o pagamento do vale de forma habitual custaria muito pouco para as unidades. Além do mais, os próprios gestores já realizam a reserva de recursos suficientes para isso. Mesmo o sindicato oficial da categoria, foi incapaz de explicar por que este ponto não avançou na negociação. A habituidade é pra já!

Com o fim das negociações oficiais, somente a mobilização e disposição de luta dos trabalhadores é que pode garantir isto que custa tão pouco para a Universidade. Independente das vontades das direções sindicais, os trabalhadores é que têm a força necessária para lutar e fazer valer seus direitos frente à direção da Funcamp e à reitoria da Unicamp. Vamos à Luta!

Momento decisivo da campanha salarial FUNCAMP

Nos próximos dias, muita coisa será decidida para os trabalhadores contratados pela FUNCAMP. Mesmo sem o direito de dizer que sindicato representa os trabalhadores, o movimento está se organizando para cobrar fatura de todas as injustiças que diferenciam este quadro funcional dos concursados UNICAMP.

As principais reivindicações do movimento, além do reconhecimento da livre organização sindical, são:

  • Piso salarial para cada função equivalente ao UNICAMP
  • Auxílios alimentação+refeição habitual mensal de R$720
  • Estabilidade funcional nos termos do ESUNICAMP
  • Direitos políticos de membros da comunidade universitária
  • Calendário oficial da Fundacão idêntico ao da UNICAMP

Até a agora, a reitoria Tadeu não mostrou aos trabalhadores Funcamp nenhuma diferença para com a gestão Fernando Costa. Segue inflexível nas questões políticas e negocia as questões econômicas a portas fechadas com um sindicato que não faz parte da comunidade universitária. O sindicato oficial da categoria, SEAAC, não tem sequer a decência de permitir que uma representação indicada em assembleia acompanhe as negociações. Além disso, tem negociado, no âmbito do SESCON-SP, um índice de reajuste de 8%, enquanto reclama de uma suposta insitência da Funcamp, comandada pelo vice-reitor Álvaro Crósta, em aplicar apenas 4,96% de reajuste.

De 1977 para cá, o papel da fundação modificou-se para a escancarada terceirização de serviços e contratação de mão-de-obra junto à Unicamp. Mesmo o Tribunal de Contas do Estado vem apontando que a desmedida terceirização das atividades não está prevista nos estatutos da Fundação. Como em toda terceirização, os trabalhadores contratados acabam tratados como cidadãos de segunda classe, com direitos pela metade e submetido a um intenso assédio moral, posto que podem ser substituídos mais facilmente.

Não aceitaremos mais isso! Na Funcamp também, os trabalhadores Vamos à Luta!