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Fretados caros e ineficientes prejudicam o bolso dos trabalhadores, o trânsito e o meio ambiente

O preço do transporte fretado na Unicamp é um escândalo, pesando seriamente no bolso do trabalhador. É simplesmente inexplicável que o fretado em muitos casos saia mais caro que o uso do transporte individual. Está tão caro, que cada vez mais trabalhadores optam por vir de carro ou mesmo ônibus de linha. Não bastasse o preço exorbitante, a qualidade muitas vezes deixa a desejar. E as linhas são mal planejadas, fazendo que muitos trabalhadores levem quase 2 horas pra chegar em casa. Quem já tentou reclamar com a prefeitura do campus, recebeu como resposta um retumbante silêncio.

A consequência é que nos últimos 10 anos, o uso dos fretados diminuiu quase 20% (fonte: Anuário Estatístico 2013), mostrando que a Unicamp está no caminho errado, que é o do transporte individual. O resultado é o trânsito cada vez mais congestionado e a enorme dificuldade de se conseguir estacionar. Ou seja, poluição, stresse e muito tempo perdido.

A Unicamp tem plenas condições de subsidiar integralmente o transporte fretado. Só com os recursos com os super-salários da cúpula da universidade, são gastos ilegalmente cerca de R$ 20 milhões em valores de 2011. Ou seja, se cumprir a Lei do Teto, a reitoria pode perfeitamente cobrir o custo dos fretados. Curiosamente, durante reunião de negociação, o reitor desdenhou o problema, alegando que “são apenas R$ 11,00 por dia”. Só parece pouco pra quem ganha mais de R$ 30 mil por mês.

O pior é que além dos valores cobrados dos trabalhadores, a reitoria ainda paga um “extra” à empresa responsável pelos fretados, a título de subsídio (em 2012, foram mais de R$ 9 milhões). Não é demais lembrar que o contrato dos fretados é alvo de investigação do MP, que apura o envolvimento de gestores da Unicamp com a Máfia dos Transportes.

É hora de exigir da reitoria que o transporte fretado seja priorizado, rumo à Tarifa Zero. Não deixe de assinar o abaixo-assinado pela redução do valor do fretado e vamos à luta!

Baixe aqui a folha do abaixo-assinado