Sindicalismo, Rejuvencer!

“Você não sente, não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer”

http://youtu.be/Dv6IkNTfOro

O Vamos à Luta sonha e trabalha pela construção de um sindicalismo que promova e proteja a unidade dos trabalhadores. Com autonomia e independência frente à justiça, polícia e ao Estado. Neste congresso, por nossa resolução combativa frente à reitoria Tadeu, sofremos ataques, muitas vezes desqualificados, de todas as demais teses apresentadas, mas não responderemos às acusações caluniosas em defesa do foco político que devemos priorizar neste importante momento do movimento.

O momento político do Brasil apresenta uma nova geração de lutadores, desvinculados dos velhos esquemas de cooptação dos movimentos, que são baseados em negociações que divergem do interesse público manifestado nas nossas lutas cotidianas. Nos sentimos mais inseridos nas lutas desta nova geração que na velha institucionalidade sindical, engessada desde meados da década de 90, quando a CUT flexibilizou sua concepção sindical combativa em nome da disputa do governo.

Sem um objetivo privado, mais ou menos distante do interesse público manifestado pela base, é irrazoável dizer que a reitoria Tadeu “dialoga” com o movimento sindical. Ocorre que, diferente de Fernando Costa, Tadeu cumpre sua obrigação de receber o movimento sindical pessoalmente. Mas apesar deste “diálogo”, não há, por parte da reitoria, disposição de priorização das nossas demandas. A isonomia dos pisos está sendo implementada a conta-gotas, apesar da disponibilidade de recursos; avança a terceirização e a retirada de direitos dos trabalhadores terceirizados; mantém-se a política de super-salários; mantém-se as efetivações de procuradores sem concurso público; mantém-se a disposição de compra da Fazenda Argentina; e tantos outros problemas denunciados pelo movimento sindical.

Seguiremos na luta, na esperança de ver esta nova geração que ocupou as ruas contra o aumento das tarifas, disputando a organização sindical e rejuvenecendo o movimento sindical. Significa apostar em uma nova unidade, indisposta frente à antiga unidade, conformada na década de 80 em torno da CUT, que foi cooptada e hoje serve mais para amaciar o conflito entre os trabalhadores e seus patrões que para promover a autonomia e combatividade sindical. Postura indispensável para a tomada de consciência das pessoas que vivem do trabalho e produzem a riqueza dos poderosos.

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