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Vamos à Luta! lança tese para o XII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp

Confira a tese completa

Vamos à Luta, Unicamp!

Este Congresso ocorre num momento muito particular da conjuntura. A crise econômica mundial mostra os limites do capitalismo e como os governos atacam conquistas do povo. Por outro lado, levantes populares no mundo inteiro mostram que a História não acabou e os povos do mundo têm enfrentado os governos dos ricos. Neste ano, chegou a vez do Brasil. Na maior mobilização da nossa História, milhões foram às ruas em mais de 500 cidades!

A ilusão de que tudo ia bem e que caminhávamos pra ser uma potência, finalmente, caiu por terra. A juventude saiu às ruas para reivindicar redução do preço do transporte coletivo, defender os serviços públicos de qualidade, protestar contra a repressão, a corrupção e os desmandos da Copa. Exigiu o que parecia impossível – e venceu!

Assim na Unicamp foi a luta pela Isonomia. A lição é: conquistas só vêm com luta, mobilização e com independência de governos, patrões e partidos. Lutar contra Alckmin (PSDB) e contra Haddad (PT), até porque, são mais parecidos do que dizem.

Após isso, as burocracias sindicais tentaram se relocalizar, sendo obrigadas a chamar atos em 11 de julho e 30 de agosto. Mas o objetivo de defender o governo afastou os trabalhadores, que em sua grande maioria não aderiram aos atos (com algumas poucas exceções) puxados pelas Centrais governistas (principalmente a Força Sindical). Isto não invalida a importância destes atos, mas explicitam que o sindicalismo precisa se reinventar e sair da lógica de “disputar por dentro” e “defender o menos pior”, em busca de migalhas.

Em São Paulo, os 20 anos do PSDB devem chegar ao fim. Não deixarão saudade. Aqui na Unicamp, ainda mantêm espaços importantes na reitoria, coligados ao PT – mais uma demonstração de que são apenas dois modos (não tão) distintos de implementar da mesma política.

Por um lado, a vitória de Tadeu é fruto do rechaço dos trabalhadores a Fernando Costa e ao candidato por ele apoiado. Consequências da Greve de 2011. Por outro, a “mudança” visa apenas deixar tudo como estava. Terceirização, gastos suspeitos (Fazenda Argentina), privatização do espaço público e supersalários continuam do mesmo jeito. E com uma dose maior de clientelismo, para os “amigos do rei”.

O “diálogo”, muitas vezes, é só enrolação. Caso das 30h, que até agora não saiu do papel. Isso quando não tenta ludibriar os trabalhadores, como na tentativa de empurrar a negociação sobre as punições da greve para cada unidade separadamente (proposta rechaçada pelos trabalhadores). Infelizmente muitos têm se deixado seduzir pela “nova” reitoria e apostam na suposta “boa vontade” do reitor.

Em 2011, nossa categoria votou no Vamos à Luta justamente para acabar com o “chazinho com o reitor”, que predominava no STU. Em 2 anos tivemos conquistas impensáveis anteriormente, como a implementação (ainda que a conta-gotas) da ISONOMIA e o Vale que triplicou. Mais que isso, o STU se tornou um parceiro das lutas na cidade de Campinas, apoiando as iniciativas de resistência da população, como o MTST, Fórum Popular de Saúde, Periferia Ativa, as lutas da juventude e as oposições sindicais combativas. Não por outro motivo, fomos parte ativa das lutas de junho em nosso país.

Aqueles que antes estiveram no STU, se empoleiram na reitoria e agem para manter seus cargos, distraindo os trabalhadores. Infelizmente, parte da diretoria rompeu com o Vamos à Luta e com a proposta de um sindicalismo combativo e independente, apostando no sindicalismo “propositivo” da Força Sindical. E parou de denunciar os desmandos da reitoria, achando que “não adianta fazer pressão” e pra não comprometer o “espaço de diálogo”. É um erro tremendo e que compromete nosso sindicato.

Os trabalhadores da Unicamp precisam decidir que tipo de sindicato querem: o “propositivo” e de “chazinho com reitor”, que ilude os trabalhadores ou o combativo, que acredita que só há conquistas quando há luta e enfrentamento. Eis aí a maior polêmica do nosso Congresso.

XII Congresso: momento decisivo para o movimento sindical da Unicamp

Proposta de eixo temático para o XII CTU

Proposta de eixo temático para o XII CTU

Ao final deste semestre, deve ocorrer o XII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp. Oportunidade imperdível para conseguirmos consolidar as diretrizes de um sindicalismo combativo e parceiro das grandes mobilizações que marcam a conjuntura brasileira desde junho. A assembleia de terça-feira, dia 27/08/2013, é o momento de deliberar esta construção e driblar as espertezas dos que preferem agir sem apresentar seus projetos políticos com clareza.

O Congresso é o momento em que dedicaremos mais tempo e atenção às polêmicas que permeiam o movimento sindical da Unicamp. É o espaço mais qualificado de discussão e decisão do movimento, e traz uma oportunidade imperdível para deixar claro o que está em jogo, inclusive, na divisão da diretoria do STU. Uma parte do movimento, mais uma vez, vem pregar a linha de rebaixar as propostas de mudança para não confrontar a reitoria. Outra parte, nós, quer resolver-se pela total independência política, que permite uma postura crítica e mesmo de oposição ao reitor Tadeu, eleito com os votos dos funcionários que disseram não à continuidade dentro da reitoria.

Não é nova a polêmica sobre que concepção sindical nos serve melhor. O Vamos à Luta! defende um modelo de sindicalismo combativo; do outro lado está o sindicalismo “de resultados”, modelo proposto na década de 80 pela Força Sindical e que ganhou muita força ao longo das últimas três décadas, quando até a CUT se organizou para proteger o governo. Abrindo mão da independência política e, por sequência, da combatividade. Na Unicamp, grande parte dos coletivos sindicais organizados defendem, de forma mais ou menos aberta, a burocrática linha de relações e reuniões amistosas com nosso patrão. No XII Congresso, mais uma vez, os trabalhadores precisarão vencer os esquemas dominantes, e jogar água no moinho da mobilização popular. Independentes dos corriqueiros esquemas pivados, personalistas e burocráticos, o povo ocupa as ruas e prédio públicos e constrói novas alternativas de poder.

Vamos ganhar as assembleias e nos dedicar à redação de nossas teses e contribuições! Precisaremos de muita força e organização para garantir que ocorra um congresso com debate político e disposição de disputar o futuro.